sexta-feira, maio 28, 2010

Surpresa!

Há 5 anos atrás, quando fui forçado a comprar um telemóvel, andava a ver do que ele era capaz de fazer e dei por mim a olhar para o calendário.
Na altura estava numa situação parecida, absolutamente nenhum plano ou ideia sobre o que fazer a seguir. Decidi tentar surpreender-me a mim próprio. Pôr aquilo a despertar num futuro não tão próximo e descobrir se estava lá para o ver.
Escolhi uma data redonda, 28 de Maio de 2010, inseri a frase que deveria aparecer e fiz o meu melhor para tirar aquilo tudo da memória.
Não funcionou. Aqui há coisa de uns 3 meses veio-me à cabeça a festa surpresa e nunca mais a consegui esquecer.

Vamos fingir que isto é uma foto fantástica em que se consegue ler a frase "Are you still alive?" e não uma mancha desfocada.


Parece que é altura de marcar nova data.

sexta-feira, abril 16, 2010

Mais coisas que odeio

- Intervalos no cinema. Os anúncios intermináveis já são horríveis, mas parar o filme a meio? Tenham juízo!
- Caniches. Cãezinhos minúsculos com a mania que são os maiores e um penteado que envergonhava uma ovelha.


Especialmente os franzinas como este aqui. ARGH

- A primeira e última fatia de um pão de forma. Não é preciso dizer mais nada, são sempre as fatias que resistem até ao final. No fundo, a primeira fatia suporta uma maior carga emocional porque é ela que está sempre no caminho das fatias boas, mas como a única coisa que decidiu qual das duas ia ficar em cima foi o acaso. Acho por bem dirigir o meu ódio a ambas, só para uma não se ficar a rir da outra.
- Programas de televisão sobre tecnologias "futuras". Desde que me lembro de ver estes programas é sempre a mesma coisa. O futuro vai ser um espectáculo, vai andar tudo contente, vamos ser capazes de fazer tudo e mais alguma coisa. E a tecnologia que vai permitir isso está já ali ao virar da esquina! Os primeiros protótipos estão a ser desenvolvidos neste momento e vão aparecer no mercado já daqui a 3 anos!! And then nothing happens. O optimismo destes programas irrita-me profundamente, mesmo quando a ideia é incrivelmente idiótica / inútil, andam para ali todos contentes a explicar como nos vai mudar a vida. Estejam mas é calados e inventem mas é bebidas permanentemente frescas ou uma maneira de dar saltos de 3 metros de altura. (A vara não conta).
- Coisas deste estilo:


PORQUÊÊÊÊÊÊ?!

quinta-feira, abril 08, 2010

Suínos

A função de auto-complete do Google tem piada, sugere-nos as coisas mais procuradas com base no que já escrevemos na search box. Aqui há coisa de minutos deu-me para procurar qualquer coisa, que entretanto até já me esqueci, quando reparo numa escolha interessante.
Vamos pôr de lado a quantidade enorme de pessoas que tenta alimentar o seu piriquito com a sua própria diarreia, ou os tipos surpresos por terem um paquistanês morto no sofá.
Costeletas de porco? A sério?
Felizmente, segundo a explicação do dicionário, não se trata de um insulto e, aparentemente, somos o melhor povo que existe desde que não nos chamem de espanhóis.

Por falar em porcos, quando penso que não poderia ser mais inútil, sou presenteado com tipos cujo projecto final de curso foi desenvolver brinquedos para porcos mais eficazes. Sim, porque segundo a lei dinamarquesa e britânica (e provavelmente muitos outros países), é obrigatório haver uma média de X brinquedos para porcos em cada pocilga.
Bom, suponho que se os tornar mais saborosos não será assim TÃO inútil, mas mesmo assim... "Fuddas Careyu!"

quarta-feira, março 24, 2010

Afinal não somos assim tão poucos

De acordo com uns tipos da imprensa, Portugal está cheio de malucos. O que não me surpreende, visto que das pessoas que conheço, muito poucas me parecem sãs.
Quase que somos os campeões dos parafusos a menos (malditos EUA são sempre melhores em tudo), assim temos finalmente uma desculpa para o país.
Vai daí, a culpa é dos outros 75%.

Segundo as estatísticas, uma destas freiras é doida.

sábado, março 20, 2010

Coisas que adoro

Esta foto diverte-me sempre que olho para ela, faz já alguns anos. Tem de se ver grande para se poder apreciar a magnificência da performance artística deste cão, mais expressivo que muito actores.


segunda-feira, março 08, 2010

Coisas que odeio

- Mexer em plásticos molhados (sacos, pacotes de batata frita, comandos de tv enrolados em celofane)
- O som de esferovite a ser pressionado contra alguma coisa, especialmente se for mais esferovite
- Que abram embalagens pelo lado errado

O mais estúpido? Não encontrei fotos online sobre o assunto e tive de abrir eu mesmo um pacote pelo lado errado. AAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH! Odeio-me tanto!

- Abóboras (como ingrediente culinário)

quinta-feira, março 04, 2010

Embaixada

Não sou nenhum perito na coisa, mas parece-me que há qualquer coisa na atitude e maneira como as pessoas dum certo país se comportam (Way to generalize Batman!). Qualquer coisa a que estamos habituados desde putos, que nos faz sentir em casa.
Aqui há coisa de uns meses tive oportunidade de sentir isso mesmo, quando tive de me dirigir à embaixada portuguesa para renovar o bilhete de identidade após viver durante uns bons meses num país em que, tirando a maneira como bebem, todos parecem agir de maneira extremamente civilizada e profissional. Cumprir as regras é algo que a maioria faz e damos por nós a agir da mesma forma só para não destoarmos. Mesmo se isso incluir esperar uma eternidade num semáforo duma estrada de 5cm de largura, só porque está vermelho.
De qualquer forma, lá telefonei para a embaixada para saber do que precisava para tratar da renovação do BI e passou-se mais ou menos desta forma:

- Bom dia, era para saber o que é preciso para renovar o bilhete de identidade.
- É muito urgente? É que o tipo que trata disto está de férias e eu não percebo muito do assunto.

Lá consegui convencer o relutante empregado de que ia mesmo passar por lá e que mais valia dizer-me o que o eu queria.
Uns dias depois, bilhete de comboio e 200kms mais tarde chego à embaixada ainda fora do horário, dou umas voltas por Helsinki para passar o tempo e, após uns 5 minutos passados a descodificar as mensagens na parede que explicavam como usar o sistema de portas e campainhas duplas que não pareciam ter sentido nenhum, lá sou atendido.
Ora vejamos, de forma resumida o que se passou:

- Presenteado com a mesma desculpa utilizada no telefonema.
- Informado de que o correio diplomático parte todas quintas de manhã (era sexta) de 15(!) em 15 dias. Chega a Lisboa, é processado e demora mais 15 dias a ser enviado de volta.
- Avisado várias vezes enquanto preencho os formulários de que o funcionário não sabe muito bem o que está a fazer e que, há uma boa probabilidade de estar a fazer merda e ter de repetir o processo quando receber a resposta daqui a 1 mês.
- Tinta para a impressão digital está quase seca.
- Não há toalhetes para limpar o dedo. Sou convidado a ir à área restrita da embaixada para o lavar.
- Não tem dinheiro para me dar o troco do que paguei pelos formulários por isso vai pedir moedas aos restantes funcionários.
- Presença duma teia de aranha que liga a parede lá ao fundo à planta em cima da secretária, ao lado do tipo.


Não sou propriamente uma tipa de burka, mas a ideia é a mesma

Convenhamos que também não sou dos gajos com mais sorte do mundo, senão vejamos.
Um documento que tem anos de validade, expira enquanto estou no estrangeiro, dias antes de querer viajar de volta para casa. A papelada demora, na melhor das hipóteses 1 mês a chegar e estamos no mês de Agosto, quando está tudo de férias na praia.
Ao longo de todo este processo, a única coisa que me vinha à cabeça era "Ahh! Que saudades que tinha de Portugal!".

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Coisas que descobri o ano passado

Uma vez que o ritmo a que aprendo coisas é cada vez mais diminuto (não por já saber tudo, mas por falta de capacidade cerebral), resolvi escrever uma mini-lista do que captei durante este ano que passou:

- Manusear neve é terrivelmente desconfortável, passados uns segundos e tem-se as mãos em agonia. O tipo que inventou os bonecos de neve devia ser masoquista.

- Temperaturas negativas, por outro lado, não são assim tão más como pensava. Mais uma camada de roupa e vai tudo dar ao mesmo.

- Com tempo suficiente e algum treino, é possível expandir o estômago o suficiente de modo a conseguir comer uma refeição inteira no restaurante vietnamita mais awesome da história.

Que saudades do menu 17. No mínimo 1 a 2 vezes por semana lá ia treinar o estômago.


- Nadar é fixe e parece-me mais perto de voar do que saltar dum avião.

- Lasertag é porreiro, mas faz-me chegar à conclusão de que vou precisar de armas automáticas para me safar num eventual zombie apocalypse.

- Sou um cozinheiro extraordinariamente mau, mas divirto-me bastante.

E acho que por enquanto é tudo. Nada mau, uma média de 0.5 descobertas por mês. Foi de facto um ano muito produtivo, a ver se descanso um pouco em 2010.

quarta-feira, maio 20, 2009

Maldito cubo

Desde que o famoso cubo de Rubik apareceu por aí que tive vontade de experimentar resolver o puzzle, mas por isto ou por aquilo acabei por nunca meter as mãos num. Sempre me pareceu o tipo de coisa que é difícil, mas que se descobre a solução aos poucos e poucos, acabando por ser gratificante no final.
Até dia 1 deste mês, quando na feira do vappu (feriado maluco por estas bandas, do qual tenho umas fotos para aqui algures, mas não a paciência para as colocar online) vi uma tenda a vendê-los.
Nem foi preciso pensar em mais nada, toma lá 3 euros e dá cá o sacana do cubo. E foi mesmo ali que o entreguei ao meu irmão para baralhar as cores enquanto dizia a bela da piada "Provavelmente é a última vez que o cubo está como deve ser".
Dezanove dias depois é este o resultado:
Um cubo com todas as faces multicoloridas.

segunda-feira, abril 06, 2009

É preciso ser mesmo estúpido

Por vezes, por mais inteligentes que julgamos que somos, percebemos certas coisas de modo completamente diferente do que são na realidade. Duas dessas inúmeras ocasiões vieram-me à cabeça aqui há uns dias.

1º Incidente de estúpidez incrível

No já longínquo 7º ano, estava eu a fazer o TPC de matemática (na altura em que espantosamente me dava ao trabalho) quando me deparei com um texto interessante no lado direito da página.
Era uma curiosidade daquelas que são incluídas nos manuais de maneira a tentar passar a ideia de que "ah a matemática é fixe e tal". O texto dizia qualquer coisa do género "Isto é tão giro! Pega na tua máquina calculadora e insere o número 50708, coloca a máquina ao contrário e vais ver a palavra bolos! UAU". Assim que acabei de ler aquilo dei por mim muito pouco convencido.
"Que raio, como é que isso é possível?", pensei eu, "Porque é que haviam de se dar ao trabalho de adicionar essa funcionalidade estúpida às máquinas calculadoras?".
Mesmo certo do falhanço que aí se aproximava, lá fui buscar a máquina, inseri o número e coloquei a máquina ao contrário.
Infelizmente os senhores que fizeram o livro não se lembraram de meter lá uma foto com um exemplo, e foi assim que coloquei a máquina "ao contrário". Assim que o fiz dei por mim a pensar "Mas pera lá, quanto tempo é que tenho de esperar para isto funcionar?". Resposta, bem podes esperar sentado.
Ainda fiquei uns tempos à espera até pegar na máquina, olhar para o ecrã e ver lá o 50708 que tinha inserido. Após mais umas tentativas frustradas decidi mandar a curiosidade às urtigas e ir fazer coisas mais produtivas, convicto de que os tipos que escreveram aquela parte da página estavam completamente embriagados quando o fizeram.
E foi nisto em que acreditei plenamente até ter a próxima aula de matemática, altura em que pelos vistos, toda a genta tinha percebido aquilo menos eu.


2º Incidente de estúpidez incrível


Ao menos na história da máquina, o equivoco desfez-se em menos de uma semana. O que não se pode dizer desta fantástica prova de destreza mental.
Também quando era puto, não sei ao certo a idade, e apareceu por aí o primeiro filme do Batman realizado pelo Tim Burton, houve a coisa do costume. Programas na televisão a falar do filme, anúncios nas revistas, entrevistas, etc. E em todas essas ocasiões lá estava o símbolo do Batman.
Ora, desde o primeiro instante em que pus os olhos em cima do raio do símbolo, que apenas conseguia ver o amarelo.
Sempre me pareceu esquisito o Homem-Morcego trazer no peito, todo orgulhoso, um desenho de uma boca aberta com dentes grandes e de forma cómica.
Era pouco normal, mas enfim, se é maluco para andar vestido de morcego, porque não?
E foi preciso sair a sequela do raio do filme para eu chegar à conclusão de que afinal estava prali um morcego algures.
Moral da história, continuo a ver a boca aberta com dentes amarelos e só depois o morcego.

Coisas que faziam falta em Portugal


Não, não fui às corridas de cavalos/cães/toupeiras/(inserir aqui nome de animal). Trata-se dum indicador do tempo que falta para o determinado autocarro chegar à paragem onde nos encontramos, o belo do horário. E não é a hora a que o autocarro começa o percurso, é a hora específica em que chega à paragem em que estamos, ou seja, a paragem ali mais à frente tem outro a indicar mais 1 minuto.


Santo Einstein e os teus cabelos grisalhos, o que é isto que eu estou a ver? Etiquetas de preços digitais?! Até a quantidade de itens em stock tem ali... o esforço que estas coisas não me tinham poupado quando trabalhava no Continente (maldita época de saldos).

terça-feira, março 03, 2009

Mais outra coisa que dá muito trabalho

Isto de tirar fotografias dá mais trabalho do que parece. Tem que se andar feito parvo dum lado para outro, andar à espera de condições "ideais" e ângulos bonitos e nao sei que. O que a princípio não parece coisa muito estafante, mas é.
Ora, isto aqui ao lado foi uma foto que tirei para testar o raio da câmara enquanto me dirigia para o centro da cidade.
E porquê testar a câmara? Ouço uma vozinha lá atrás a perguntar.
Eu explico-vos porquê.
Porque as fotos que aqui estão foram tiradas num sábado e no dia anterior fiz o mesmo percurso e tirei mais ou menos as mesmas fotografias, mas quando ia no autocarro (a segunda foto é a paragem onde apanho o autocarro e, como se pode comprovar, fornece ampla protecção contra os elementos) resolvi apreciar as minhas belas obras de arte e fui confrontado com uma colecção de fotografias de neve desfocada.
O que me obrigou a voltar lá no dia seguinte para fazer tudo de novo e desta vez confirmando todas as fotos no local antes de avançar para a próxima foto.
Pelos vistos as máquinas digitais precisam de algum tempo entre o carregar no raio do botão e o tirar de facto a fotografia, qualquer coisa a ver com a focagem da cena e não sei que mais. Coisas que se calhar são do conhecimento geral, mas que escapam aqui ao zezinho, visto que tenho quase tanta prática com fotografia (de ambos os lados da objectiva) como a fazer malabarismo com moto-serras enquanto ando de uniciclo.

Adiante, isto aqui é o Koskikeskus, uma espécie de mini-Colombo cá do sítio e, apesar de não parecer, é maior do que parece (a foto não ajuda). E lá dentro está basicamente o que se espera dum centro comercial mas com um toque finlandês é claro, lojas de roupa, lojas da treta, Hesburger (cadeia de hamburgers finlandesa que vende tanto como a macdonalds por aqui, e sim lê-se basicamente Assburger. O que se calhar é também fonte do seu sucesso) entre outros.

Parece que gostam muito de letras para nomes de lojas, K-Market, S-Market, R Kioski, ABC! são apenas alguns dos exemplos. Como não podia deixar de ser, e para emular em tudo a capital portuguesa, ao lado do Colombo está a catedral. Pronto, é mais uma igreja que catedral, mas vai dar ao mesmo. No início da ronda de fotografias pensei: "Ainda bem que passei por aqui, que isto vai dar uma foto bem distinta" até chegar a meio do passeio e encontrar uma igreja exactamente igual.

No entanto até admito que a possibilidade de ter sido a mesma igreja vista de outro ângulo está lá bem presente, apesar de normalmente até ter um sentido de orientação decente. E como se vê, está ali uma grua, que tipo de pessoas é que trabalham nas obras com temperaturas negativas e montes de neve? Não sei, só reparei na grua quando cheguei a casa e revi as fotografias e não tive pachorra para ir lá inspeccionar.

A seguir à igreja vem uma fotografia do centro da cidade, que não parece grande coisa porque estou do lado mais afastado e com árvores no caminho (parece que o meu estilo fotográfico é o de piorar a qualidade dos locais capturados com a máquina).
Isto aqui ao lado é a biblioteca, que a mim se parece mais com uma jaula dos macacos do Zoo de Lisboa. Em frente está uma fonte com o característico ovo Kinder de vidro que os tipos colocam em coisas do género para não serem danificadas pela neve e gelo durante o inverno e são removidas quando o tempo está mais quente. Seja lá quando isso for.

De seguida, a câmara municipal ou isso, também com o seu ovo Kinder. Por acaso foi um bom dia para tirar a foto porque estava com a bandeira e tudo, o que é costume por estas bandas em todos os feriados ou dias "especiais". Nós é que somos espertos, colocamos a bandeira no início de cada Campeonato Europeu/Mundial de futebol e deixamos lá estar até se desintegrar, poupa muito trabalho.

E aqui está o edifício da Finlayson, onde trabalho, era uma fábrica de qualquer coisa que já me esqueci, foi o primeiro edifício da europa do norte a ter luz eléctrica e entretanto teve o interior remodelado e agora é local de escritórios. Saber que o prédio onde se labuta (que palavra tão interessante) é mais velho có cagar nunca inspira muita confiança, mas ao menos parece sólido.

E isto é o mesmo edifício visto de outro ângulo, está mesmo ao lado do lago qualquer coisa, que mais parece um rio. A Finlândia é básicamente água e árvores, tem tanto lago que não sei como é que tiveram paciência para lhes dar nome a todos. Eu cá por mim fazia como os astrónomos.
"Epah está a ver aquele prédio ali? Vira à esquerda e é só seguir em frente até ver o Lago #371627a, não há maneira de falhar."

E mais água. Estão ali uma série de estátuas naquela ponte, mas já lá volto daqui a bocado. Nesta altura começou a nevar um pouco, o que é engraçado e tal, até se dar conta que andar por aí a levar com flocos nos olhos não é muito agradável. E como não se está habituado à coisa, está-se ali à espera do autocarro um bocado e quando ele chega já nós temos umas 500g de neve na tola.

E lá fui eu, andar à volta do lago e a tirar fotos dum lado e doutro. Como se pode verificar, chaminés são quase tão comuns na paisagem de Tampere como árvores, o que até consegue ser útil, se conseguir-mos reconhecer a "nossa" chaminé é difícil perder-mo-nos. O que não se pode dizer de quando se anda de autocarro do centro para onde estou, neve e árvores em todo o lado e então se for de noite é quase como jogar roleta-russa para ver se acertamos na nossa paragem.

Captei um pouco da fauna local sem reparar, há por aqui uns quantos patos no lago, bastantes pombos, inúmeros gangs de corvos com o seu som característico e alguns esquilos aqui e ali.
Também andam por aí veados e renas a atrapalhar o transito mais lá para os lados rurais (o que pra mim é o país inteiro) e parece que há um urso ou dois no norte, os quais espero não encontrar.

Ali a torre que parece emprestada de seattle é um restaurante finório que faz parte das atracções do parque de diversões. Muitas formas variadas de ir ao grego numa série de montanhas-russas, paga-se bilhete para entrar e depois pode-se ir as vezes que se quiser às diversões, o que até parece boa ideia... tirando a parte do grego.
De qualquer das formas durante o inverno está fechado, por isso logo descubro se é interessante daqui a uns meses.

E agora voltando às tais estátuas na ponte, já da outra vez que cá vim de "férias" passei por elas e desde então que fiquei convencido que esta aqui era a de um homem com um macaco às costas. A partir daí sempre que passava por ela via um macaco, até ir lá tirar esta foto. Poucos segundos depois de carregar no botão reparei que afinal o que julgava ser a parte inferior do macaco era o braço esquerdo do tipo e o animal não passava duma lebre ou o raio que o parta.
E eu a pensar que estava num país que sentia orgulho suficiente num tipo com um macaco às costas para lhe fazer uma estátua... grande desilusão.

Jesus Christ Super Sem Chumbo! Que texto tão grande, mais um pouco e escrevia os Lusíadas.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Como é que não me lembrei disto?

Em Portugal bastavam temperaturas inferiores a 8 graus para os lábios gretados fazerem a sua aparição. Ora, tendo em conta que a temperatura mais alta que houve desde que aqui cheguei (tanto quanto sei) foram -0.5 hoje, façamos as contas:

Temperaturas negativas + Eu = Ouch

Por outro lado, a neve até é engraçada e, apesar de estar apenas a adiar o inevitavel, após inumeros deslizes continuo imbativel!

Joca 57 - Tralhos 0

P.S. - Escrever num telefone só com as teclas numericas sucka

domingo, fevereiro 01, 2009

Ah e tal Finlândia

E como estamos em vesperas de me pirar pra Finlândia (e vai daí nem isso, faltam umas 3 horas pro voo) nada como fazer um post sobre a última vez que lá estive.
Para além de ter descoberto umas coisas interessantes (e estúpidas, principalmente estúpidas) como por exemplo:
- Pros finlandeses, portugueses a falar soam como russos bebedos.
- Não há pipocas doces nos cinemas, só salgadas. A sério, como é que isto é possível? Nós por cá podemos optar entre doces ou salgadas, mas sempre pensei que fosse a gozar, a modos que fingir que há uma hípotese de escolha. Porque ninguém no seu perfeito juízo vai comprar as salgadas.
- Os sacanas lêem a letra "J" como se fosse um "I". O que é apenas mais uma coisa a juntar à enorme lista de tretas associadas ao meu nome. Desde ser um nome praticamente exclusivo de pessoal idoso, ao trilião de vezes que se tem de ouvir a desinspirada frase "Oh Joaquim, tira a mão do pudim" durante a infância ou ainda ao facto de quando alguém não se lembra do meu nome me chamar sempre de Francisco. Agora vou pra um país onde não conseguem pronunciar o som "J", bonito.
- É proibido meter a roupa a secar à janela de casa. Pelos vistos a explicação oficial é "dá mau aspecto". O que faz certamente muito sentido.

Mas apesar de todas estas particularidades descobertas em apenas 2 semanas, de certeza que há mais e pior, o sítio também tem claramente coisas bastante mais avançadas do que por cá, senão vejamos este folheto dumas eleições locais que estavam a haver na altura que por lá passei.
O que dizer destes artistas? Desde a indumentária, à escolha de locais (sim, vamos tirar uma foto sentados em baloiços, decerto vai transmitir uma ideia de competência e rigor), aos penteados, poses que se assemelham estranhamente a movimentos de dança do Michael Jackson, ao tipo dos cabelos compridos tentar ao máximo não olhar na direcção da câmara ou este duo aparentemente estar a tentar recriar o look "Jay & Silent Bob" que tanto jeito dá aos políticos.

Segundo os nativos me informaram, o indivíduo chamado Kyuu tem um nome atípicamente finlandês. O que é curioso, porque antes de me chamarem à atenção sobre esse pormenor estava eu a pensar "O nome deste gajo escreve-se exactamente da mesma forma que o número 9 em japonês". Espero que não seja coincidência e que ele se tenha dado mesmo ao trabalho de mudar o nome para "Nove". E para o caso de se pensar que isto foi um acaso estúpido onde ficaram a parecer malucos e tal só acontece no folheto, basta fazer uma visita às páginas individuais destes políticos aqui pro Kyuu e aqui para o Oula. E somos logo presenteados com uma foto para cada um que nos confirmam estarmos de facto correctos quanto à ideia da maluquice.
Em resumo, Portugal precisa de mais políticos destes!
Quanto a mim, um tipo que gosta é de não fazer nenhum e nunca viu neve na vida, ir para um país do qual não fala a língua e onde as temperaturas da zona onde vou ficar já rondarem qualquer coisa entre os 10 e 20 graus negativos, parece ter sido uma coisa mesmo bem planeada.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Por falar em pior

Se já pensava que a qualidade da programação televisiva portuguesa era baixa quando tinha horários menos vampirescos, então agora nem se fala.
Televendas e concursos de sopa de letras...

domingo, dezembro 28, 2008

Pode sempre ser pior

Aqui há uns belos anos era da opinião de que todos os prédios padeciam do síndrome d'"A Bruxa". Caracterizado pela existência de uma senhora idosa que, reside algures no edifício, se veste completamente de preto (Arrotem góticos, pensavam que eram originais? Estas tipas é que são old school) e é básicamente a pessoa mais desmancha-prazeres, refilona e chata que existe.
Havia uma no prédio de todos os meus amigos quando era puto, o que justificou o seu estatuto de constante. Confesso que no presente desconheço os inquilinos do pessoal mais chegado mas na altura o mundo era mais pequeno e conhecia-se toda a gente.
Desde que tive noção do ambiente que me rodeava que a senhora lá estava, no rés-do-chão, e quando ela se mudou, foi prontamente substituída por uma nova velha (que trocadilho fantástico). Esta conseguia ser ainda mais irritante em tudo o que fazia, de tal forma que quando certo dia evitou que fosse atropelado por um automóvel eu tivesse ficado zangado por ela se ter intrometido. De facto, no final do incidente preferia ter comido com o carro nas trombas, o que se calhar não teria sido a melhor das escolhas (Enfim, putos de 8 anos).
Eis senão quando o raio da velha também se mete a andar dali pra fora, deitando abaixo a teoria fruto de vários anos de pesquisa, e aparece um casal normalíssimo e que não chateava ninguém. E a paz reinou por longos anos.
Até que, finalmente, também eles foram para pastagens mais verdes, dando lugar aos actuais residentes. Faz pensar no que raio terá a casa de mal para se pirarem todos, serão os vizinhos de cima?
Após o colapso da anterior teoria, surgiu uma nova muito mais abrangente que pode ser utilizada numa panóplia de situações além velhas.
A teoria que domina agora é a "Pode sempre ser pior", porque por mais más que as coisas estejam podem sempre ficar piores.
Por exemplo, actualmente não vive nenhuma velha lá em baixo, no entanto são ainda piores do que uma velha alguma vez poderia ser. Basta dizer duas palavras, música alta. Apesar das velhas serem chatas e poderem interceptarem-nos em qualquer sítio, supermercado, entrada do prédio ou na rua em geral, havia um local onde sabiamos que estávamos completamente a salvo, dentro de casa. Ora isto não é verdade quando o problema é música alta, claro que se pode sair e tal mas eventualmente tem de se voltar.
Mas pode ser pior? Claro. Pode-se aumentar o volume, a frequência com que se põe a música a altos berros ou ainda a duração de cada sessão e ainda bem que não estamos nos EUA ou nalgum país com elevada proliferação de armas de fogo ou se calhar já tinha aparecido nos noticiários.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Fazer a barba é muito chato

A máquina de barbear que me deram hoje trazia um folheto que dizia o seguinte:
"Você barbeia o equivalente a um campo de futebol a cada 18 meses"
Ora isto parece-me um desperdício completo de energia, tanto a fazer crescer tamanho barbão como depois a mandá-lo às urtigas.
Parece-me que seria muito melhor empregue sendo utilizada para fazer crescer um terceiro braço, aumentar o tamanho do cérebro ou mesmo do pénis. (De certeza que esta última ia agradar a muita gente)

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Mas porquê!?

Pode parecer que não, mas eu adoro este blog. Sempre que volto a ele após largos períodos de inactividade acabo por conseguir fazer-me rir a mim próprio. O que só por si já dá utilidade à coisa, no mínimo significa que acho mesmo piada ao que faço (especialmente quando não me lembro do final da frase que estou a ler).
Passando então das coisas a que acho graça para as que definitivamente não percebo e para as quais julgo não existir nenhuma justificação plausível, para além da clássica "Um parafuso a menos". Mas essa não conta, pois pode ser utilizada em qualquer situação.
Posso dizer que tenho uma vasta experiência no uso de transportes públicos, em especial do autocarro 179, nas incontáveis viagens que já fiz de casa para Queluz e vice-versa. Ora, desde que comecei a usar esta carreira com regularidade, lá para o 7º ano de liceu, que tenho reparado em algo que me põe sempre a pensar "Mas que raio?" e curiosamente parece acontecer apenas no sentido Queluz -> Venda Seca. Nas alturas em que o autocarro demora mais a chegar, seja qual for o motivo (trânsito, atrasos ou se o maldito horário é mesmo assim) ainda se espera um bom bocado, talvez uns 30 minutos num caso mau.
É aqui que entra o comportamento inexplicável, há pessoas sem deficiências físicas ou lesões aparentes, que não pertecem à terceira idade, num dia de sol, que esperam 30 minutos ou mais pelo autocarro para depois sairem na paragem seguinte a menos de 100 metros de distância.
MAS PORQUÊ!?
Dá para ver o raio da paragem ali à frente!
A carreira começa a viagem em Queluz, por isso tenho a certeza que não é alguém que vem duma paragem anterior. Para quê submeter-se à espera interminável quando o nosso destino está já ali a três passos? Recuso-me a acreditar que seja apenas preguiça, porque como detentor do título de pessoa mais preguiçosa de Portugal, quiçá da Europa, nem eu me dava ao trabalho de fazer tal coisa.
O pior é que não é um caso isolado, que tenha acontecido só uma vez ou só uma pessoa se comporte assim, ao longo dos anos foram inúmeras as vezes que testemunhei algo do género.
A única coisa que me ocorre para piorar a situação, e é algo que me vem à cabeça sempre que presencio uma destas maravilhas, é estas pessoas pagarem mensalmente o rico do passe para usufruir apenas daquela viagem.

quarta-feira, março 14, 2007

Top 10 Coisas sobrevalorizadas


#10 - Bolachas Oreo

Como é que uma bolacha tão amarga consegue vender tanto?
Boa pergunta. O que é certo é que comer uma destas parece e sabe ao mesmo que comer dois pedaços de carvão com um pouco de açúcar no meio.



#9 - Praia

Vamos lá acordar cedíssimo num fim de semana para irmos para uma praia completamente apinhada de gente. Nada como ficar a assar ao sol durante umas horas, beber umas litradas de água extremamente salgada e voltar a casa com areia em todos os recantos e um escaldão.




#8 - Bacalhau

Por falar em coisas salgadas, que mania é esta de comer bacalhau em Portugal? Ainda se fosse fresco... Há 1001 maneiras de cozinhar bacalhau não é? Mas por mais voltas que se dê com receitas finórias, vai sempre saber a um pedaço de peixe ressequido e salgado.



#7 - Os Lusíadas

É tudo a dizer maravilhas desta grande obra da literatura portuguesa e tal. Mas cá pra mim só dizem que é bom porque o tema do livro é basicamente "Somos os maiores! Somos os maiores! Olhem o que nós fizemos!".
Além disso se há ponto negativo no que toca a livros, é serem muito longos, e este é muuuuito longo. No entanto há que elogiar o autor por conseguir fazer tanta rima.






#6 - O Padrinho

A sério, como é que isto pode ser considerado um dos melhores filmes de sempre? Olhem só praquilo ali ao lado. Concentrem-se na imagem durante 30 segundos e depois perguntem a vocês próprios como é que aquilo pode ser considerado bom.





#5 - Reciclagem

Reciclar o lixo dá simplesmente muito trabalho. Ter que separar a tralha toda em casa e depois ver os tipos da recolha a pegar nos 3 contentores e meter tudo pro mesmo sitio não ajuda propriamente a motivar.
"Mas é bom pro ambiente e tal!"
Tretas! O que é que interessa que daqui a uns 100 anos esteja tudo javardo? Já estaremos mortos, não vai fazer grande diferença.




#4 - Cerveja

Esta é outra que não percebo mesmo. Tanta gente parva por causa da cerveja, alcoólicos, malta a espetar-se de carro e aqueles tipos nos cafés que a acompanham com tremoços. Cerveja sabe horrivelmente mal, nem sequer mata a sede.




#3 - Descobrimentos

Com que então uns artistas decidem meter-se nuns barquinhos há umas centenas de anos e ainda hoje não se calaram com o assunto. Já percebemos, foram dar a umas terriolas novas.
Não vejo ninguém a fazer monumentos de cada vez que vou ao Alentejo.




#2 - Carta de condução

Vamos pôr a coisa deste modo. Dá muito trabalho e perde-se imenso tempo a tirá-la (para além de ser caro). E quando finalmente se pensa que o mau acabou, vai-se conduzir por aí fora e fica-se a gostar muito mais dos transportes públicos.



#1 - Votar

Seja qual for o motivo, presidenciais, referendos, etc, estou sempre pronto a apoiar o meu partido, Abstenção! Votar no fundo não vale a pena, não me lembro de nenhuma eleição em Portugal em que a vitória tenha sido alcançada por uma diferença de 500, ou vá, 1000 votos. E como normalmente são sempre ao fim de semana, mais uma razão pra ser fiel ao meu partido.
Hoje e sempre, vota abstenção!

sexta-feira, março 02, 2007

Epah, hoje não tenho cabeça pa títulos

Não, não morri. Estava só a fazer jus ao titulo do blog. Mas isso agora não interessa, uma noite destas estava eu no habitual zapping quando me deparo com o filme "Apólo 13".
Ora, nunca percebi qual é o interesse de ver filmes que contam histórias reais. Já se sabe o que vai acontecer, por isso surpreendidos não somos, a não ser que estejam a contar algo por que nós próprios passámos não há mesmo interesse nenhum no raio do filme.
O que se quer é fugir à realidade, "A paixão de Cristo", isso sim é um bom filme. Baseado nessa grande obra de ficção "A Biblia". E para alguém que só escreveu uma obra na vida, tem muitos clubes de leitura por esse mundo espalhado.